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Por dentro do 4:20 (Cultura Cannabis)

quinta-feira, 31 de março de 2011

4:20 ou 4/20 é um termo usado dentro da América do Norte como uma maneira discreta de consultar ao consumo da Cannabis e, pela extensão, uma maneira de identificar- se;

Embora muitas teorias diversas existam para explicar o "momento do saber", na Califórnia em 1971; jovens encontravam- se após a escola exatamente ás 4:20 p.m para dar "uns dois".

 
O Grupo ficou conhecido como "O Waldos" porque se sentavam de frente a uma parede e acabou se popularizando, até que dentro do E.U.A. datando o shorthand tornou se um feriado o dia 20 de Abril [4/20] como um momento de fumar.
"Oficialmente", trata-se do Dia da Maconha e o momento de celebração ao ar livre do hábito de dar umas baforadas por aí. Mais do que isso, a data em si é também o "horário mundial" para se acender um baseado, exatamente às 4:20.

Não que a província de British Columbia e a cidade de Vancouver, mais especificamente, precisem de um dia especial para que os adeptos possam fumar à vontade pelas ruas. A região possui um "código de conduta" que vigora entre a polícia local e os usuários.

Fuma-se sem problema por aqui. Nas ruas, nos parques, em shows, em ginásios, dentro dos carros... e a polícia não se incomoda. Desde que você não seja pego em flagrante vendendo, comprando ou cultivando, não há problema. Por outro lado, abra uma cerveja na rua e você, provavelmente, terá um final de noite antecipado. E na cadeia!

British Columbia é conhecida entre os canadenses como uma das províncias mais liberais do país, onde o cultivo ao estilo de vida livre e associado ao "Carpe Diem" mais se encaixam. Maconha, por aqui, não se trata de tabu.

É, legalmente, desde 2001 uma alternativa medicinal e vendida pelo governo canadense, que a cultiva. Não é preciso explicar que não se configura o tráfico. No entanto, não confundamos com leniência. Há mais de vinte anos, autoridades norte-americanas e canadenses trabalham juntas para coibir o tráfico na fronteira. Mas isso é um outro assunto.

A origem do 420 tem diversas teorias. Entre as mais populares, a de que um grupo de amigos do Colégio San Rafael, na Califórnia, que se reunia quase todos os dias, em 1971, exatamente às 4h20 para celebrar o estilo de vida escolhido. Outros dizem que o número faz referência ao código usado pela polícia dos EUA ao identificar um traficante/usuário/comprador de maconha.

Teorias históricas à parte, a cidade de Vancouver celebrou o 420 no último sábado. Mais de seis mil pessoas se encontraram ao redor da VAG (Vancouver ArtGallery) para fumar à vontade. Observados por poucos policiais, os profundos tragos criaram a densa nuvem de fumaça no centro da cidade canadense, que teve até rua interditada para o "evento".

Obviamente nem todos aprovam a posição da polícia e do governo, que não reprime o usuário final da droga. De acordo com a Conselheira Kim Capri, da Assembléia da cidade de Vancouver, "quando atividades ilegais acontecem em espaços públicos, muitas pessoas se sentem desconfortáveis e inseguras", afirmou na última terça-feira.

Por outro lado, existem Conselheiros que apoiam a decisão de não intervir na "celebração". Heather Deal, oposicionista política à Kim, defende a polícia local ao dizer que "tecnicamente (o que aconteceu) é ilegal, mas eles não estavam machucando ou ferindo ninguém. E se a polícia não estava preocupada, eu confio no julgamento deles".

Para se ter a dimensão exata da brincadeira, barracas no gramado em frente à VAG vendiam produtos relacionaos à droga, como bolo, sementes e outro presentinhos que lembravam a data. O ápice da manifestação aconteceu exatamente às 4:20, quando baseados foram distribuídos e placas pedindo a legalização foram levantadas. Tudo ao som de Bob Marley...

Se turistas e estrangeiros olhavam com apreensão a presença da polícia, os Vancouverites não se preocupavam. Antes mesmo do início da fumaceira coletiva, o assessor do Departamento da Polícia de Vancouver, Tim Fanning, deixou bem claro a conduta adotada.

- O que nós vamos fazer? Prender 6 mil usuários de maconha? Nós temos outros crimes para combater, procuramos por aqueles que estão mais acima no esquema, importam, cultivam ou traficam a droga - afirmou o policial.

Entre os cidadãos, o apoio maciço às autoridades. E não poderia ser diferente. Em conversa breve com Nick, que preferiu não dar seu nome completo, a posição policial faz sentido.

- Se você bebe muito e sai por aí dirigindo, causa tragérias irrecuperáveis. Bate na família, fica arredio, arranja brigas. Se fumar maconha, nada disso acontece. Proibir bebida é compreensível, mas a maconha, não! E somos apenas usuários, nada além disso, não há o que reprimir - conclui.

Aos conservadores, pinta-se um quadro de anistia. Aos que presenciaram o ato, fica, ao menos, uma lição: seis mil baseados causam menos estragos, ou quase nenhum, eu diria, do que seis mil garrafas de cerveja. No Brasil voltaram atrás, mexeram na MP e permitiram a venda de bebidas alcoólicas em rodavias federais, né? Ah tá...


Qual é o verdadeiro problema de consumir maconha no Brasil?


Rael Sidharta sobre: DROGAS PROIBIDAS

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Até quando teremos que abdicar de nossa consciência para entrar em conformidade com o estado?


A luta pela legalização continua!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pode até ser uma derrota numérica, mas o resultado do plebiscito sobre a legalização da maconha na Califórnia representou uma grande vitória política para o movimento antiproibicionista de todo Planeta. Saber que 46% dos eleitores do Estado entenderam a mensagem passada pelos ativistas da Proposição 19 é um sinal de que o mosquitinho da legalização vai aos poucos contagiando a opinião pública.
O fato de um projeto ainda visto com maus olhos ser decidido pelo voto popular despertou o interesse da imprensa brasileira. O plebiscito da Califórnia foi tema de reportagens nos principais jornais e telejornais do país. Em um raro momento, parte da população que passou a vida ouvindo que a maconha é a erva do capeta e que lugar de drogado é na cadeia pode, enfim, ouvir a história apresentada de uma forma diferente.



Os presidentes da Calômbia, do México e de vários países centro-americanos vão se reunir hoje ,nesta terça-feira, na cidade colombiana de Cartagena, para discutir sobre a eventual legalização da maconha na Califórnia, que será tema na XII Cúpula de Tuxtla.
A chanceler colombiana ,María Angela Holguín, disse que acredita que este encontro é o cenário perfeito para se discutir o assunto, já que seus integrantes são países que estão sendo terrivelmente afetados pelo tráfico de entorpecentes. E ainda afirmou que vai ver maneiras de reforçar a cooperação na luta contra as drogas.

Holguín ainda comentou que a legalização do uso de maconha na Califórnia obrigaria uma reformulação da discussão global sobre a luta contra o tráfico de drogas, porque seu país há anos combate o narcotráfico.

Fonte: SRZD

Os efeitos da Cannabis

terça-feira, 31 de agosto de 2010
Mas o que é o THC? O que faz com que milhões de jovens e adultos passem boa parte de sua vida fumando maconha? O que esta erva faz com nosso organismo?

Dentre a relação da maconha, há vários efeitos positivos e negativos que podem variar de acordo com a condição psicológica de cada usuário e o uso ou abuso da droga.

O tetrahidrocanabinol (THC) é o principal responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo, sendo bastante lipossolúvel. Metabolizado no fígado, é biotransformada em um metabólito mais potente que o THC.


Efeitos da Cannabis

Positivos

Alguns efeitos podem incluir percepção alterada da realidade, euforia leve, sensação de bem-estar, relaxamento e redução de estresse, aumento na percepção do humor, aumento da lembrança de memória episódica, aumento da sensualidade, aumento da percepção sensorial tátil.
Como usos medicinais incluem-se a redução da pressão intra ocular, aumento de apetite e efeito antiemético, tratamento da esclerose amiotrófica e trauma raquimedular, bem como qualquer enfermidade onde haja uma dor crônica.
Negativos

Falhas na memória recente, taquicardia, paranóia, agitação, falta de coordenação motora, dependência psicológica. Existem divergências quanto ao câncer, que (acredita-se,) é causado pelo invólucro, chamado genericamente de seda.
Um estudo publicado em 2010. Constatou-se que, entre jovens que fumam maconha há seis anos ou mais, o risco de alucinação ou delírios pode chegar a ser o dobro do verificado entre as pessoas que nunca consumiram a droga.

Variantes

A maconha contém além do THC, vários outros canabinóides, entre eles CBD - Cannabidiol e CBN - Cannabinol, com efeitos particulares a cada um; porém, há diferenças de concentrações de acordo com a variedade e manejo.
De acordo com a variedade, podem-se sentir os efeitos predominantemente no corpo (relaxamento muscular, lassidão, sonolência, sem afetações maiores dos pensamentos, algo como um efeito de estar pesado), típico das variedades Cannabis indica, ou a nível mental (melhora do humor, otimismo, estímulo da criatividade, melhora da sociabilidade, euforia ), típicos de variedades Cannabis sativa.
Existem híbridos (cruzamentos) entre as duas variedades, que combinam propriedades das duas, em proporções variáveis, resultando em efeitos sentidos no corpo e mente.


 Ação da Cannabis sativa e Cannabis indica


O delta-9 THC, após chegar ao encéfalo é absorvido por receptores específicos, as anandamidas.São encontradas altas densidades de receptores de THC:
1-córtex cerebral
2-hipocampo
3-cerebelo
4-gânglios basais
O que explica os respectivos efeitos físicos e mentais associados ao consumo da droga:
1-alterações na capacidade de pensamento e raciocínio
2-deficiências em mecanismos da memória
3- alterações de coordenação,aprendizagem motora
4- efeitos sobre a capacidade de realização de movimentos suaves
Dentro do sistema límbico é possível identificar uma área relacionada com a sensação de prazer, inclusive o prazer sexual e o causado pelo uso de drogas, essa área é denominada circuito de recompensa cerebral O circuito começa na Área Tegmentar Ventral, segue para o Núcleo Accubens e termina no Córtex Pré-Frontal. Os neurônios que participam desse "caminho" são dopaminérgicos, todo tipo de utilização de drogas e a subseqüente sensação de prazer gerada pelo uso estão,direta ou indiretamente, associadas ao circuito de recompensa cerebral, e conseqüentemente a quantidade de dopamina disponível na fenda sináptica (numa análise qualitativa final há sempre um aumento da quantidade de dopamina [aumento agudo], seja por inibição geral ou parcial das bombas de recaptação do neurotransmissor, ou seja pela estimulação de maior quantidade.)
Gravidez

Um estudo recente com a participação de cientistas europeus e americanos identificou que canabinóides endógenos, moléculas naturalmente produzidas no cérebro e funcionalmente similares ao THC da maconha participam de maneira significante no estabelecimento de conexões entre células nervosas. A formação de conexões entre células nervosas ocorre dentro de um período relativamente curto no cérebro do feto.
Outros estudos na Jamaica sugerem que o uso de maconha durante a gravidez não parece causar defeitos de nascença ou atrasos no desenvolvimento de recém nascidos. Em um estudo feito em 1994, de 24 recém-nascidos jamaicanos expostos a maconha antes do nascimento, e 20 não expostos, comparações foram feitas aos três dias e com um mês de idade, usando a escala de avaliação neonatal de Braz Elton, incluindo itens suplementares para capturar possíveis efeitos sutis. Os resultados demonstraram que não havia diferenças significantes entre bebês de três dias expostos e não expostos. Com um mês de idade, os bebês expostos demonstraram melhor estabilidade fisiológica, dentre outros efeitos positivos.
Overdose

THC tem uma toxicidade extremamente baixa, e não apresenta risco de morte por overdose. Em teste com animais cientistas tiveram muita dificuldade em administrar uma dosagem de THC que fosse alta o suficiente para ser letal. Aparentemente humanos não podem morrer devido apenas à ingestão de THC, a não ser através da administração de doses extremamente altas de forma intravenosa. Em 1998, o Departamento de Justiça Norte americano concluiu que, em termos práticos, maconha não pode induzir uma resposta letal tóxica.
No entanto o consumo de maconha associado ao consumo exagerado de álcool aumenta as probabilidades de morte por coma alcoólico já que a maconha inibe o vômito e com isso o corpo não consegue excretar por esta forma o álcool ingerido em excesso.
Memória

Sob o efeito da droga, é afetada a memória de curto prazo, isto é, a memória de pequena duração da qual precisamos num determinado instante e da qual nos desfazemos em seguida. Este distúrbio acaba quando o efeito da droga passa. Entretanto, efeitos de longo prazo (fumando-se mais de 35 cigarros de maconha por semana ou mais de 15 por dia) podem ser a perda da memória instantânea.
Foram verificados efeitos neuroprotetores contra excito toxidade dessa forma é benéfico na prevenção de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer.
Um relatório feito em 1998 do CNRS, dirigido pelo Dr. Pierre-Bernard Roques, determinou que "antigos resultados sugerindo mudanças anatômicas no cérebro de usuários crônicos, medidos por tomografia não foram confirmados por técnicas modernas de neuroimagem como a Ressonância Magnética Nuclear, alterações morfológicas do hipocampo de ratos após a administração de doses altas de THC não foram demonstradas." Ele concluiu que a maconha não tem nenhuma neurotoxicidade como definida no relatório, diferente do álcool e cocaína.
 
Dependência
 
Está comprovado cientificamente pela OMS que a maconha provoca dependência psicológica. Alguns afirmam que a dependência é menor que o tabaco ou o álcool, no entanto tal comentário é muito genérico, pois outros fatores como freqüência de consumo e percentual do princípio ativo nas substâncias consumidas varia muito.
 
Aparelho respiratório
 
Há uma certa polêmica com relação aos efeitos da maconha no aparelho respiratório. Como as pesquisas dos efeitos da maconha são mais recentes do que as produzidas sobre o tabaco, os resultados tendem a ser controversos e preliminares. Contudo, uma suposta pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) a qual teria sido censurada por motivos políticos informa que a maconha não causa bloqueio das vias respiratórias, enfisema pulmonar ou qualquer outro dano às funções pulmonares.

Rádio ReggaeAju

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